Postado em 12 de Dezembro de 2018 às 10h12

Antes tarde do que nunca: Diplomata deposita oitava parcela dos avicultores

Avicultores da região recebem oitava parcela, do total de 96, do Frigorífico Diplomata. Pagamentos são referentes ao ano de 2012

 

Xaxim - Já virou rotina para os avicultores de Xaxim e Região. Todo dia 11 do mês, eles saem de suas propriedades rurais para ir até a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais para receber o dinheiro referente aos pagamentos atrasados do frigorífico Diplomata. As contas são referentes ao mês de agosto de 2012 para trás, e os débitos estão sendo parcelados em 96 vezes.

“Não é o que a gente queria, mas é como dizem ‘melhor um pássaro na mão do que dois voando’”, diz Odete Rossoni, avicultora residente em Linha Pilão de Pedra, interior de Xaxim. Ela e seu marido possuem cerca de R$ 40 mil para receber. Porém, saem do auditório do Sindicato com um envelope contendo pouco mais de R$ 200. “A primeira parcela foi um pouco maior, e agora são parcelas de aproximadamente R$ 200. É pouco se comparado ao valor total, mas graças a Deus e ao trabalho do sindicato, caso contrário teríamos apenas perdido tudo”, comenta. 

Dona Odete não é a única a elogiar o trabalho desenvolvido pelo sindicato, pois através da entidade mais de 1100 avicultores de toda a região sul que trabalhavam para a Diplomata estão recebendo valores que não haviam sido pagos em 2012. De acordo com o presidente do Sindicato, Ledinho Curtarelli, o fato é reconhecido inclusive em Cascavel/PR, local da sede da empresa. 

“De acordo com a lei, após a recuperação judicial, os avicultores seriam os últimos a receber o pagamento. Através do nosso departamento jurídico, comandado pelos advogados Valdir Ieisbick e Anderson Piasseski, conseguimos explicar que sem o trabalho dos avicultores, não há frigorífico, e consequentemente não há empregos. Após treze assembleias, conseguimos o acordo”, explica Curtarelli.

A situação não é lá tão vantajosa para Vilmar Lunardi, avicultor com propriedade em Barra do Golfo, interior de Marema. Ele possui cerca de R$ 13 mil para receber da Diplomata, porém, devido ao parcelamento feito de maneira igual, em 96 vezes, entre todos os avicultores, o produtor rural volta para casa com pouco mais de R$ 70. “É preciso aproveitar a viagem para fazer outra coisa por aqui. Caso contrário, não vale a pena fazer 25 km para receber. É complicado, mas com certeza é melhor receber do que continuar no prejuízo”, diz Vilmar, relatando que passou por tempos difíceis após o fechamento do frigorífico. “Era a minha fonte de renda, quando fechou tivemos que fazer financiamentos para investir em gado de leite, para diminuir, e variar a produção. Acabamos fazendo mais dívida. É um alento que este valor, mesmo que seja em muitas parcelas, pelo menos volte ao nosso bolso. 

Modesto De Martini, de Xanxerê, tem uma história um pouco diferente. Era servidor público, e há alguns anos atrás havia adquirido um pedaço de terra onde construiu um aviário. “Queria ter mais uma atividade, e surgiu uma oportunidade na Linha Três Pontes. Porém, com a crise no setor, e sem os pagamentos dos últimos meses, tudo deu errado. Me vi obrigado a usar meu salário para cobrir os prejuízos do aviário. Foi triste e muito difícil pois tínhamos os financiamentos para pagar. Graças ao trabalho do sindicato de Xaxim vamos reaver este dinheiro, caso contrário nunca mais”. 

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