Postado em 23 de Janeiro às 09h15

Juiz concede liberdade provisória à mãe suspeita de matar filha de 4 anos em Guatambu

Caso está em segredo de Justiça. Delegado tem 30 dias para concluir o Inquérito Policial.

Guatambu - Na tarde de terça-feira (22), o juiz substituto Guilherme Pereima concedeu a liberdade provisória à mulher indiciada pela morte da filha de 4 anos. O fato aconteceu na madrugada de segunda-feira (21), no município de Guatambu. 

Conforme o Tribunal de Justiça de Chapecó, a audiência de custódia estava marcada para às 16h de terça. A decisão foi tomada em conformidade com ofício do delegado de polícia Tiago Escudero, onde relata que, “após exames preliminares, em contato com o perito responsável pelo exame, foi recebida a informação de que, embora a suspeita tenha confessado ter agredido a filha e tais lesões serem observadas no corpo da criança, as agressões, a princípio, não têm relação com o óbito”.


Diante do argumento, a audiência de custódia foi dispensada e a mulher foi liberada em tempo dos atos fúnebres da filha.

A polícia e o Poder Judiciário aguardam laudo pericial oficial da morte da criança. O caso segue sob responsabilidade da 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó, em segredo de Justiça.


Relembre o caso
Na madrugada de segunda-feira (21), por volta das 00h30, deu entrada no Hospital de Caxambu do Sul, uma criança de 4 anos, com sinais de agressão e já morta. A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica da unidade.


Aos policiais, a mãe da criança contou que ao ir deitar com a filha, percebeu que a menina estava gelada. Ela teria pedido ajuda à populares para conduzir a menor de Guatambu ao hospital de Caxambu do Sul.


O delegado Tiago Escudeiro, da Polícia Civil, estava de plantão no dia dos fatos. Segundo ele, a equipe médica mostrou aos policiais onde estavam os hematomas. “Depois nós conversamos com a mãe da criança e ela confessou que havia agredido a filha, dado uma surra, mas ela não soube dizer o motivo”, contou.


A mulher também disse à polícia que as agressões teriam ocorrido cerca de três horas antes da confirmação da morte.


Escudeiro afirma que diante dos indícios, da confissão da mãe e da ausência de motivos para o fato, foi feita a prisão em flagrante da mulher. Segundo ele, o Instituto Médico Legal (IML) foi chamado para realizar os exames necessários no corpo da menina.


Investigação

O laudo cadavérico deverá ficar pronto dentro de 45 dias. O procedimento de flagrância foi concluído ainda no dia dos fatos pelo delegado Escudero e remetido à Delegacia de Polícia Civil de Guatambu, que ficará responsável pela investigação.


O delegado da comarca, Luiz Scheffer informou que o procedimento já chegou até a DP. “A gente está aguardando os laudos periciais”, destacou.


Com a liberdade provisória da suspeita, Scheffer afirma que tem 30 dias para concluir o Inquérito Policial sobre o caso.


(fonte: ClicRDC)
 

Veja também

Voltar para Cidades