Postado em 19 de Fevereiro às 09h56

Médico suspeito de estuprar pacientes atendia em quatro cidades de SC

Os policiais conseguiram vídeos, que teriam sido gravados pelo médico e mostram abusos contra pelo menos 10 mulheres

Itajaí - A Polícia Civil encaminhou para perícia os vídeos que embasaram a prisão de um médico de 39 anos, em Itajaí, no último sábado (16). As imagens, que teriam sido gravadas por ele, mostram abusos contra pelo menos 10 mulheres, dentro de unidades de saúde. A polícia está em busca da identidade das pacientes, e pede que as vítimas apresentem denúncia.

O médico atuou, desde 2017, em estabelecimentos de saúde em Joinville, Navegantes, Itajaí e Barra Velha, e a polícia agora tenta identificar os locais onde foram feitas as gravações. O delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, responsável pelo caso, não quis confirmar a identidade do médico por enquanto. Ele foi detido temporariamente, por ordem judicial, para que a polícia reúna provas.

De acordo com o delegado, foram identificados dois tipos diferentes de abuso. Na maioria dos casos, o médico filmou as pacientes nuas, sem autorização.

“Ele aproximava o celular como se estivesse iluminando (durante o exame). Ou colocava o celular na parede (filmando) sem as vítimas desconfiarem” afirma.

Há suspeitas de que ele tenha ainda desrespeitado protocolos médicos, tocando intimamente as pacientes, por exemplo, sem que houvesse necessidade. Segundo o delegado, esses casos se enquadram em “estupro mediante fraude”, ou seja, abusos em que a vítima é enganada.

Outros dois casos configuram, para a polícia, estupro de vulnerável. São casos em que a vítima não tinha possibilidade de resistência, considerados crime hediondo.

“Uma delas estava imobilizada na maca, possivelmente depois de um trauma, um acidente. Ela estava amarrada, e ele abusou sem que ela pudesse oferecer nenhuma resistência. Outra estava totalmente inconsciente” diz o delegado.

A polícia ainda não ouviu o médico em depoimento. O delegado aguarda que o advogado dele se apresente, para que o acompanhe.

A Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso recebeu a denúncia e os vídeos que mostram os abusos na semana passada.

O Ministério Público e a Justiça atuaram rapidamente, e a ordem de prisão ocorreu três dias após a polícia ter conhecimento do caso.

O denunciante está sob proteção policial.

(fonte: Diário Catarinense)

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