Santa Catarina dá início à colheita do arroz com lançamento de novo cultivar

Segundo maior produtor nacional de arroz, Santa Catarina abre a colheita do grão com o lançamento de novo cultivar. É o SCS 125 da Epagri, que foi apresentado aos produtores nesta sexta-feira, 19, durante o Dia de Campo da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), em Rio do Sul. O evento contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, e fez parte também das comemorações de 50 anos da Cravil.

"A abertura da colheita do arroz representa um marco para o agronegócio catarinense, um dia a ser celebrado. É o resultado de um trabalho coletivo que envolve produtores rurais, cooperativas, Governo do Estado e nossos técnicos e pesquisadores da Epagri. Comemoramos ainda o lançamento de um novo cultivar de arroz irrigado com características de alto índice de produtividade, que foram observadas já nas primeiras colheitas. Isso demonstra que o setor produtivo vem inovando, buscando novas tecnologias e aumentando cada vez mais a qualidade e produtividade em nossas lavouras", destaca o secretário Altair Silva.



O SCS 125 é 33º cultivar lançado em Santa Catarina e foi desenvolvido pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) - referência nacional em pesquisa pública com o grão. Entre as principais características deste arroz estão o alto potencial produtivo, boa qualidade de grãos, ciclo longo (tardio), resistência ao acamamento e bom nível de sanidade geral.

Segundo a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, o lançamento é mais uma prova da excelência catarinense nas pesquisas voltadas à cadeia produtiva de arroz. “Tanto esse, quanto nossos outros cultivares do grão, foram desenvolvidos pensando nas necessidades dos rizicultores catarinenses e buscam oferecer mais produtividade e sustentabilidade nas lavouras. O resultado desse trabalho se vê no campo, com Santa Catarina se firmando cada vez mais como um dos maiores produtores de arroz do Brasil”, declara.

Sanidade como diferencial produtivo

O engenheiro agrônomo da Agrogiusti, Edivani E. Coelho, já começou a plantar o SCS125 nos campos da empresa produtora de sementes de arroz e os resultados são promissores. A sanidade é um dos destaques.

De acordo com o engenheiro agrônomo, mesmo com condições climáticas favoráveis ao surgimento de doenças, com dias nublados e chuvosos, o material manteve a qualidade em relação a outros cultivares produzidos na empresa “A avaliação do desempenho do cultivar até o momento é muito boa, estamos muito satisfeitos, a expectativa é boa com relação à produtividade, sanidade e qualidade da semente”, relata.

Safra de arroz em Santa Catarina

Santa Catarina espera colher 1,18 milhão de toneladas de arroz nesta safra em 7,9 mil hectares plantados. A produção está concentrada na região de Araranguá, principalmente nos municípios de Turvo e Meleiro.

O arroz se tornou ainda um importante item na pauta de exportações catarinense. Em 2020, os embarques aumentaram mais de 600% em relação ao ano anterior, totalizando US$20,4 milhões em faturamento e 48,2 mil toneladas vendidas. Os principais compradores do arroz produzido no estado foram África do Sul, Guatemala e Senegal.

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Postado em 04 de Dezembro de 2018 às 11h05

“Números da Aids em Xaxim podem ser ainda maior do que o contabilizado”, diz enfermeira

Pouca procura da faixa-etária mais propensa ao vírus do HIV por exames preocupa vigilância epidemiológica de Xaxim

Xaxim - “Foi-se o tempo de que Aids era coisa de classe baixa e de pessoas malcuidadas. Hoje em dia não há cor, nem raça, o que há é muito descuido de toda a população”. A frase da enfermeira responsável pela vigilância epidemiológica de Xaxim, Elizete de Souza, resume a atual situação da Aids em Xaxim: Muitos casos – o aumento de 2017 a 2018 foi superior a 200% - sendo a maioria deles envolvendo pessoas de classe média, na faixa dos 35 e 65 anos. 

Recentemente mais casos foram descobertos após a realização das campanhas Novembro Azul e Outubro Rosa, que realizou testes de HIV junto aos exames de rotina. “O maior problema é que as pessoas que fazem estes exames de rotina, não pertencem à faixa-etária mais propensa à Aids, que é dos 15 aos 30 anos”, ressalta. “Os adolescentes e adultos até os trinta anos possuem uma vida sexual mais ativa, mais parceiros, ingerem mais bebida alcoólica, por vezes são tabagistas e usuários de drogas, fatores que aumentam a vulnerabilidade do organismo para adquirir o vírus do HIV”, explica Elizete que destaca que a Secretaria de Saúde estuda uma campanha para atingir este público mais jovem.

“Número real deve ser muito maior”
De acordo com a enfermeira, o número real de casos de Aids no município deve ser muito maior do que se tem cadastrado, mas infelizmente é difícil conscientizar a população mais jovem a fazer os exames. “Todos os meses novos casos de HIV são constatados em Xaxim. Os exames gratuitos, os chamados ‘testes rápidos’ são disponibilizados em todas as unidades de saúde do município, mas é muito difícil as pessoas se conscientizarem de que o problema é real, e irem ao posto para fazer o exame”, conta Elizete.

Dia internacional
O dia primeiro de dezembro foi o dia internacional de combate a Aids. A data serve para lembrar às pessoas de que esta doença silenciosa, que mata muito menos gente hoje do que há alguns anos atrás, continua sendo um grande problema para a saúde pública. “A Aids é uma doença que não tem cura, mas quanto mais cedo se começa o tratamento, maior é a possibilidade de a pessoa não ficar doente por causa do vírus do HIV”, ressalta a enfermeira. 

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