Postado em 23 de Novembro de 2018 às 13h58

Da Redação: "Seria cômico, se não fosse trágico"

“Saída de casa noturna em velocidade superior ao limite, motorista embriagado, avançando sinais vermelhos. Tudo isso somado ao porte ilegal de armas e drogas ilícitas abordo de um veículo oficial”. 

O evento acima poderia facilmente a sinopse de um blockbuster de Hollywood, não fosse um fato que aconteceu em Chapecó, e foi estrelado pelo Ex-prefeito de Lajeado Grande, Valmir Locatelli.

O caso ocorrido em 2014 teve um desfecho nesta semana quando foi publicada a condenação do ex-prefeito pelos crimes de porte ilegal de porte de arma, e uso indevido de bem público. Miri foi condenado à pena de quatro anos de reclusão em regime inicial aberto, mais pagamento de dez dias-multa. Já pelo caso de embriaguez, foi reconhecida a prescrição. A prisão foi substituída pelo pagamento de 15 salários-mínimos e prestação de serviços comunitários à comunidade, uma hora por dia de condenação. O ex-prefeito também está impossibilitado exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, pelo prazo de cinco anos.

O desfecho, porém, não agradou a promotoria de Xaxim, que corretamente entrou com recurso para o aumento da pena. Na visão do Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, ‘as peculiaridades do caso recomendariam a aplicação das penas em patamares superiores ao mínimo previsto para cada delito’. 

Primeira condenação
Em março de 2017 o ex-prefeito de Lajeado Grade já havia sido condenado pelo ato de improbidade administrativa, pelo uso particular de veículo oficial ao pagamento de multa no valor de dez vezes a remuneração mensal recebida enquanto prefeito. 

Inversão de valores
Em atitude corretíssima o Promotor Diego Baribero tenta moralizar a situação, pedindo pelo aumento da pena devido às ‘peculiaridades do fato’. Todos concordam que é no mínimo injusto que diante de todos os crimes cometidos em sequência o ex-prefeito receba a pena mínima. "A gravidade do fato é latente, eis que agride sobremaneira o sentimento público de honestidade e retidão, demonstra de forma explícita o trato da coisa pública como se particular fosse, como se os bens adquiridos com o dinheiro público fossem de servidão do detentor do poder e não do povo, acarretando uma censurável e deplorável inversão de valores", dizia o trecho do Ministério Público na primeira ação.

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