Postado em 23 de Novembro às 13h58

      Da Redação: "Seria cômico, se não fosse trágico"

      Da Redação (5)

      “Saída de casa noturna em velocidade superior ao limite, motorista embriagado, avançando sinais vermelhos. Tudo isso somado ao porte ilegal de armas e drogas ilícitas abordo de um veículo oficial”. 

      O evento acima poderia facilmente a sinopse de um blockbuster de Hollywood, não fosse um fato que aconteceu em Chapecó, e foi estrelado pelo Ex-prefeito de Lajeado Grande, Valmir Locatelli.

      O caso ocorrido em 2014 teve um desfecho nesta semana quando foi publicada a condenação do ex-prefeito pelos crimes de porte ilegal de porte de arma, e uso indevido de bem público. Miri foi condenado à pena de quatro anos de reclusão em regime inicial aberto, mais pagamento de dez dias-multa. Já pelo caso de embriaguez, foi reconhecida a prescrição. A prisão foi substituída pelo pagamento de 15 salários-mínimos e prestação de serviços comunitários à comunidade, uma hora por dia de condenação. O ex-prefeito também está impossibilitado exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, pelo prazo de cinco anos.

      O desfecho, porém, não agradou a promotoria de Xaxim, que corretamente entrou com recurso para o aumento da pena. Na visão do Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, ‘as peculiaridades do caso recomendariam a aplicação das penas em patamares superiores ao mínimo previsto para cada delito’. 

      Primeira condenação
      Em março de 2017 o ex-prefeito de Lajeado Grade já havia sido condenado pelo ato de improbidade administrativa, pelo uso particular de veículo oficial ao pagamento de multa no valor de dez vezes a remuneração mensal recebida enquanto prefeito. 

      Inversão de valores
      Em atitude corretíssima o Promotor Diego Baribero tenta moralizar a situação, pedindo pelo aumento da pena devido às ‘peculiaridades do fato’. Todos concordam que é no mínimo injusto que diante de todos os crimes cometidos em sequência o ex-prefeito receba a pena mínima. "A gravidade do fato é latente, eis que agride sobremaneira o sentimento público de honestidade e retidão, demonstra de forma explícita o trato da coisa pública como se particular fosse, como se os bens adquiridos com o dinheiro público fossem de servidão do detentor do poder e não do povo, acarretando uma censurável e deplorável inversão de valores", dizia o trecho do Ministério Público na primeira ação.

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