Postado em 04 de Dezembro de 2018 às 09h08

Cidasc registra caso de raiva bovina em propriedade catarinense

O caso é analisado como isolado, mas por medida de segurança, as terras que ficam na região vão passar por fiscalização nos próximos dias.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) identificou a presença da doença de raiva bovina em uma propriedade rural em Campos Novos, no Oeste catarinense. Em todo o Estado neste ano foram 32 casos, sendo a maioria no Litoral catarinense.

A cidade não registrava a enfermidade, transmitida por morcegos, há pelo menos 30 anos. Por conta disso, será feito um rastreamento que irá vistoriar 600 propriedades da região e ações para aumentar a imunização.

Uma autópsia feita no animal, um terneiro de quatro meses, confirmou que a causa da morte foi a doença. O resultado foi divulgado na sexta-feira (30). Segundo a Cidasc, o caso é analisado como isolado, mas por medida de segurança, as terras que ficam na região vão passar por fiscalização nos próximos dias.

Raiva bovina
Transmitido pela picada de morcegos hematófagos, que são portadores, reservatórios e transmissores do vírus, por meio da saliva infectada que, pela mordedura ou lambida em alguma ferida aparente do animal, transmite a raiva. O vírus não tem tratamento. Por isso, a alternativa é a vacinação.
Após a contaminação, o animal tem até três meses de vida, período em que se desenvolvem sintomas como isolamento, agressividade, salivação e dificuldade ao andar. O ser humano também pode ser infectado.

Vacinação
A vacinação é a forma mais eficaz pra evitar novas contaminações. A vacina leva 20 dias em média para agir na prevenção. Na quarta-feira (5), a Cidasc irá ser realizada uma reunião em Campos Novos para elaborar um plano de ação de controle e também de vacinação do rebanho em propriedades de oito municípios do Oeste.


Fonte: G1

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