Postado em 18 de Dezembro de 2018 às 16h19

Quase metade dos jovens ocupados com nível superior está em postos de trabalho de menor qualificação

Estudo do Ipea aponta, ainda, que subocupação já atinge sete milhões de trabalhadores no país

Nacional - Nos últimos quatro anos, o total de jovens com nível superior em funções incompatíveis com a sua escolaridade subiu 6,1 pontos percentuais, chegando a 44,2%. Considerando-se o total de trabalhadores com curso superior, este índice é de 38% - o maior patamar desde o início da série. É o que mostra uma análise sobre o mercado de trabalho no Brasil divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


“Não é um fenômeno novo. Com a crise e a população mais escolarizada, as pessoas acabaram aceitando um emprego abaixo da sua qualificação com medo do desemprego”, explica uma das autoras do estudo e pesquisadora do Ipea, Maria Andreia Lameiras.


Já a Seção Mercado de Trabalho mostra que, apesar da taxa de desocupação ter caído no trimestre móvel encerrado em outubro, ficando em 11,7%, houve um aumento no número de pessoas subocupadas – aquelas que trabalham menos de 40h semanais, mas gostariam de trabalhar mais horas – alcançando quase sete milhões de trabalhadores. Isso corresponde a um aumento de 10,4% na comparação interanual. Para os que procuram trabalho, a situação ainda continua difícil: de cada quatro desempregados, um está à procura de recolocação há mais de dois anos. O Brasil atualmente possui 12,7 milhões de desempregados.


O estudo ainda destaca que, em contrapartida, houve geração de mais de 790 mil novas vagas com carteira assinada em 2018, segundo os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


Fonte: IPEA

Veja também

Na reta final, 13,9 milhões ainda não entregaram Declaração do Imposto de Renda22/04 Até as 11h desta segunda-feira, o órgão havia recebido 16.595.450 declarações das 30,5 milhões esperadas este ano. O prazo para entrega do documento termina em 30 de abril. A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo corresponde a 20% do......

Voltar para Economia