Postado em 22 de Janeiro às 11h29

Santa Catarina registra aumento de mortes por afogamento

Já são 38 óbitos desde outubro no Estado.

Florianópolis - A cada 10 afogamentos com morte nas praias, rios e lagos de Santa Catarina, pelo menos nove ocorrem em áreas desprotegidas de profissionais guarda-vidas.


É o que revela o relatório de ocorrências registradas pelos bombeiros na última Operação Veraneio e na temporada atual. Ocorreram 36 mortes por afogamento em água doce e salgada entre outubro de 2017 e abril do ano passado.
A nova ação, iniciada em outubro, já tem números que despertam mais atenção: são 38 óbitos,com três meses de temporada pela frente.


Em mais de 90% dos casos, as vítimas se banhavam onde não havia monitoramento de guarda-vidas. Mortes em água doce também foram 55% mais frequentes do que as ocorrências no mar. Na avaliação do comando dos Bombeiros Militares, há uma relação entre essas duas estatísticas.


— Com toda essa disposição de rios, lagos e represas, as pessoas tomam banho nesses lugares.
O afogamento em água doce é muito mais frequente porque é impossível estarmos em todos esses locais – diz o comandante da 1ª Região do Corpo de Bombeiros, coronel Cesar Assumpção Nunes.


Ele aponta também que a falta de prática em natação aliada com a profundidade e correnteza dos rios, o uso de embarcações, às vezes precárias, com tripulação sem os coletes salva-vidas e ingestão de bebidas alcoólicas são fatores que colaboram com o crescimento dos afogamentos no Estado.


Placas de alertas em rios e lagos


Os mais de mil guarda-vidas da Operação Veraneio, explica o coronel, estão distribuídos em maior número na faixa litorânea do Estado, onde há grande concentração de pessoas e melhor aproveitamento do efetivo de salvamento. Dados da corporação indicam que 58% dos cerca de 560 quilômetros de extensão do Litoral catarinense são monitorados.


Como medida de prevenção, parte dos rios e lagoas procurados pelos banhistas, e que não contam com postos de observação, recebe placas de alerta e sinalização, mas não há como garantir que os avisos sejam respeitados.
Segundo o coronel, mesmo no Litoral, os postos de observação são distribuídos de maneira otimizada, o que deixa de fora algumas praias isoladas ou com poucos frequentadores. Em locais com faixa de areia extensa e público reduzido, a observação é reforçada com o uso de quadriciclos.


– Estudamos sempre a possibilidade de ampliar, mas o recurso escasso e a capacidade de construção de postos guarda-vidas é muito complicado. Não é possível ter postos em áreas praticamente isoladas – aponta o comandante.


(fonte: NSC Total)
 

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