Postado em 05 de Fevereiro às 13h49

Volta às aulas pode causar ansiedade nas crianças

Separar-se dos pais ou de alguém muito próximo no início do ano letivo, ao entrar para a pré-escola ou diante de uma mudança de colégio pode causar ansiedade em crianças e adolescentes . 

Florianópolis -Acompanhe informações importantes sobre esse sentimento na volta às aulas e sobre como pais e escola podem tornar esse momento mais leve.

Segundo a psiquiatra Lilian Lucas, algum grau de ansiedade nessa separação faz parte do desenvolvimento normal das crianças e adolescentes, mas algumas vezes esse sentimento pode ultrapassar o esperado para a idade e etapa do desenvolvimento e trazer sofrimento intenso – o que pode interferir nas atividades diárias e no desenvolvimento da criança;

Nesses casos, pode haver necessidade de avaliação psiquiátrica e o diagnóstico de transtorno de ansiedade de separação deve ser suspeitado;

O transtorno de ansiedade de separação pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátrico na vida adulta, especialmente ansiedade e depressão. As crianças podem ficar chorosas, agarradas aos pais e preocupadas que algo ocorra com elas ou com os pais. Elas podem sentir dores de cabeça, de barriga, tonturas, pesadelos, dificuldades para dormir, náuseas e palpitações;

Comportamentos paternos que desencorajam a autonomia, discórdia parental severa, doença física e mental em um dos pais, experiências traumáticas precoces podem ser causas do transtorno psiquiátrico em crianças. Inibição, medo de falhar, depressão e gênero feminino também estão associados às causas. O bullying também é fator de risco.

 Recomendação aos pais: ouvirem os sentimentos dos filhos de forma empática, buscar manter a calma quando a criança estiver ansiosa (servir de modelo). Apoiar o retorno à escola, ensinar técnicas simples de relaxamento e elogiar seus esforços para lidar com os sintomas é muito importante.

A escola deve auxiliar no retorno da criança o mais rápido possível, mantendo reuniões com os pais, permitindo aos pais acompanhar inicialmente a criança, permitir um dia escolar mais curto e prolonga-lo gradativamente podem amenizar esse sofrimento.

Tratamentos eficazes estão disponíveis e incluem psicoterapia e medicações quando necessário. Pais e escolas podem ajudar muito a fazer esse retorno às aulas ser mais suave.

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