Candidatura única em Cordilheira Alta? Nunca mais?

Por Francismar Martins 25/11/2017 - 08:52 hs

Briga de ego
Em Cordilheira Alta estabeleceu-se uma briga de egos entre o atual prefeito Carlos Alberto Tozzo e o ex-prefeito e atual secretário de Saúde, Alceu Mazzioni. São duas “estrelas” que gostam de expor seus feitos, mas se fizeram algo nada mais fizeram do que a obrigação de um gestor. Ambos possuem qualidades administrativas e seria desnecessário comparar um com o outro.

Função
É comum prefeitos e até secretários de pasta atribuir os méritos de uma ação, programa ou obra pública a seus nomes. Como se estivesse outra pessoa ou partido a referida obra não acontecesse. A verdade é que independente de quem estiver a frente de um departamento trabalha para a população e não para ter uma vida pública vitoriosa.

Candidatura única
Ao que se percebe em Cordilheira Alta, especialmente pela movimentação dos partidos, é que dificilmente teremos um consenso em uma candidatura única no município. Se aconteceu, aconteceu, mas será muito difícil manter a atual aliança.

Os partidos
O primeiro aspecto é que os partidos não são estáticos, eles vão se fortalecendo, mudando suas lideranças e no município temos forças politicas equilibradas. O PSD tem hoje um novo presidente, o ex-vice-prefeito Clodoaldo Briancini, que tem um projeto politico pessoal bem definido e vai trabalhar para fortalecer cada vez mais o partido. O PP da mesma forma é um dos principais partidos de oposição ao PMDB, tem na figura do ex-vereador Lauro Techio um dos grandes nomes dentro da sigla.

Os nomes
O segundo aspecto é que eu não acredito em um consenso nem mesmo dentro do PMDB quanto mais com a união de todos os partidos. Dificilmente haverá consenso em torno de um nome, já que várias lideranças estão emergindo e tem potencial político de vencer uma eleição. Todos os grandes partidos possuem nomes fortes, será difícil escolher um para representar o partido, quanto mais difícil seria escolher apenas um nome para ser candidato único.

Na Alesc
A Comissão de Finanças e Tributação emitiu parecer favorável ao projeto de conversão em lei da Medida Provisória 214/2017, que reduz os repasses do Executivo para o SC Saúde por seis meses. Na prática a medida reduz a contrapartida do governo ao plano de saúde dos servidores públicos estaduais, ativos e inativos, de 4,5% para 0,5% por seis meses, entre julho e dezembro deste ano. Com a ação, o Executivo busca economizar cerca de R$ 96 milhões no período.

 

Defesa Civil
Na mesma comissão foi aprovado o Projeto de Lei Complementar que cria a estrutura da Secretaria de Estado da Defesa Civil. Isto significa que haverá novas contratações de cargos comissionados, pelo menos 19, e 20 funções gratificadas e a instituição de uma gratificação por desempenho para equiparar os salários dos servidores às demais secretarias. O impacto mensal é estimado em R$ 355 mil/mês (R$ 5 milhões para o exercício de 2018).