Nosso presidente na mira da Justiça

Nosso presidente na mira da Justiça

Ontem (29) a denúncia da Procuradoria Geral contra Temer foi lida no plenário da Câmara. A denúncia será ainda encaminhada para o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Por Portal DX 30/06/2017 - 16:38 hs

Triste realidade
Vivemos em um País extraordinário. A diversidade de fauna, flora e cultural é de encher os olhos de qualquer estrangeiro. Porém, há um “câncer” enraizado no gene do brasileiro que nenhuma medicina poderá curar: a corrupção. Ela acompanha os brasileiros em todas as esferas de poder, desde a escola até às altas posições de um governo. Em meio a todo este cenário uma minoria anda em posição oposta.

Chefe maior
Não faz muito tivemos a primeira presidente mulher do Brasil sendo afastada do cargo. Mais recentemente temos um homem ocupando a cadeira do maior chefe de estado sendo acusado de crimes de vantagem indevida, obstrução da justiça e prática de delito de organização criminosa. O pior de tudo é que já vimos esta novela e dificilmente a verdade virá à tona.

R$ 500mil
No inquérito, Temer é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

A defesa
A defesa do presidente Michel Temer argumenta que as provas contidas na denúncia não são concretas e que o presidente não cometeu nenhum ilícito. Temer em pronunciamento ainda questionou a atuação do procurador-geral Rodrigo Janot e classificou a denuncia como uma "peça de ficção".

Obstrução da justiça
O nosso presidente também é suspeito de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Segundo Janot, diálogo do presidente com Joesley Batista mostra que houve 'anuência' de Temer para manter um pagamento ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que ambos permanecessem calados na prisão e não fizessem delação premiada

A defesa
Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Temer negou que tenha atuado para calar Cunha e diz que em nenhum momento autorizou que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. “Não comprei o silêncio de ninguém”. O inquérito não chegou a virar uma denúncia formal.

Organização criminosa
Segundo Janot, “com o estabelecimento de tarefas definidas, o núcleo político promoveu interações diversas com agentes econômicos, com o objetivo de obter vantagens ilícitas, por meio da prática de crimes, sobretudo a corrupção”. “Há, pois, também o indicativo da prática do delito de organização criminosa”. O Palácio do Planalto negou tais acusações.

Pizza
Eu jamais perco a esperança em viver em uma sociedade igualitária e justa, com homens sérios em todos os círculos sociais, mas sabemos que aqui no Brasil está mais do que provado que o crime compensa e geralmente tudo acaba em pizza. Quem sabe um dia a história possa ter um final diferente.

Os trâmites 
Depois de protocolada pelo diretor-geral do STF e lida em plenário, a denúncia contra o presidente Michel Temer sobre vantagem indevida será enviada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que irá escolher o relator. O parlamentar irá elaborar um parecer que será apreciado pelos membros do colegiado. É nesta comissão que o presidente Temer poderá, no prazo de até dez sessões, apresentar sua defesa. No plenário, para que a denuncia seja apreciada será preciso ao menos 342 votos favoráveis. Se a denúncia for admitida por dois terços dos 513 deputados, Temer poderá ser julgado perante o STF.