Chapecó é o que é porque as entidades e o seu próprio povo quiseram que ela fosse assim

Chapecó é o que é porque as entidades e o seu próprio povo quiseram que ela fosse assim

Por Portal DX 25/08/2017 - 10:44 hs

A capital de todos os oestinos completa hoje 100 anos de emancipação. Quando uma cidade completa aniversário geralmente se ouve:  “Quando os colonizadores aqui chegaram não imaginavam que a cidade se tornasse nesta potência”... Para Chapecó não se pode usar a mesma afirmação.

Entidades
As entidades, em sua grande maioria, e destaca-se a ACIC e a SAC, mantiveram sempre um espírito de cidade próspera, atraindo investidores de todas as regiões do Brasil, não deixando que a política atrapalhasse o desenvolvimento, o que acontece em muitos lugares devido a descontinuidade dos projetos. Em Chapecó, ao longo dos anos, fosse qual fosse o partido no poder, os projetos e a visão de futuro sempre era mantida, porque a sociedade sempre esteve de uma forma ou de outra envolvida no processo.

Coronel Bertaso
Coronel Bertaso era um homem a frente do seu tempo, pelo menos com relação ao que projetava para a Chapecó que nascia para ser uma das mais importantes cidades de Santa Catarina e do Sul do Brasil. No início do século XX, projetar ruas e avenidas largas como as que cortam Chapecó, já era prova de que sabia que a cidade pudesse se tornar na potência que é hoje.

Plínio Arlindo De Nês
O fundador do Frigorífico, que foi um marco na história industrial de Chapecó e da Região. Foi muito bem o prefeito Buligon no evento de lançamento da EFAPI, quando disse: “Plínio fez a transação da época em que se carneava porco na região, para o início do processo de abate de suínos”. O Frigorífico internacionalizou o nome da cidade e é o precursor da potência em produção de proteína animal que se transformou Chapecó e toda a região Oeste.

O que seria de nós
O Frigorífico Chapecó passou pelos problemas que todos conhecem, mas o que seria de uma cidade como Xaxim, por exemplo, caso Plínio Arlindo De Nês não tivesse dado sua contribuição para a história industrial da nossa região?

Aury Luiz Bodanese
O cooperativismo catarinense não seria o mesmo sem a contribuição de Aury Bodanese. É simplesmente o fundador da Aurora e da Cooperalfa. Voltando a falar de Xaxim, como seria nossa economia e principalmente nosso agronegócio sem Alfa e Aurora?

Pra relembrar
No ano de 1969, Bodanese e representantes de cooperativas da região oeste, deram início à Cooperativa Central Aurora Alimentos, tendo Aury como presidente. Um ano depois da fundação, a Cooperativa já adquiriu 22 caminhões e começou a utilizar o lema “Cereais de Santa Catarina para Alimentar o Brasil”. Com essa dinamicidade, Aury Bodanese se tornou referência como líder e empreendedor. Mas sua experiência continuou presente no desenvolvimento da região. Em 1974 articulou a criação da Cooperalfa, fundindo as cooperativas de Chapecó e Xaxim. Logo em 1975, já era a maior cooperativa singular do Brasil. Neste mesmo ano Aury colaborou com a fundação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina. Quase 30 anos após ter assumido a presidência da Cooperalfa, deixou ao cargo em 1997.

E o nosso centenário?
Uso o exemplo de Chapecó no dia do seu aniversário para chamar a atenção para a nossa Xaxim. Como estaremos em nosso centenário? Com 100 anos, estaremos do tamanho e com a importância que projetarmos hoje, assim como fez Chapecó e assim como Chapecó já projeta seu segundo centenário. Nossas entidades, nossos “Aurys”, nossos “Plínios”, nossos “Bertasos” precisam assumir o seu papel. Uma sociedade é o que ela mesmo deseja ser, não se pode esperar que a política ou os políticos façam a nossa parte, cada um precisa fazer a sua. O político é transitório, passa... A sociedade, as entidades, as famílias ficam e são elas que precisam projetar o seu próprio futuro.