XAXIM - Mestre homenageia professora que lhe ensinou a ler e escrever

Por Beto Grasel 15/10/2017 - 17:05 hs

XAXIM - Mestre homenageia professora que lhe ensinou a ler e escrever
ADM Vilmar Pedeira e professora Irma Teston

Na tarde deste domingo, 15 de outubro, dia do professor, tive a grata satisfação de acompanhar o amigo Vilmar Pereira, Professor Universitário, Administrador, pós graduado em gestão de pessoas, Mestrado em  Tecnologia e Gestão de Inovação, delegado do conselho Regional de Administração, Consultor, mas que tem a convicção de que somente recebeu a graduação de Mestre, porque um dia uma professora lhe ensinou a escrever o próprio nome.

Homenagem Merecida

Para marcar o dia do professor e por ter conquistado a graduação de Mestre recentemente, Pereira presenteou com uma placa, a professora aposentada Irma Parizotto Teston, que lhe ensinou escrever as primeiras letras e a fazer as primeiras contas, na escola de Linha Cachoeirinha São Sebastião, em uma época que nem de longe lembra a situação atual da educação.

Muita emoção

Em uma conversa emocionante e muito gratificante, a prof. Irma contou como era lecionar naquela época, as dificuldades, as alegrias, as curiosidades, o desafio de trabalhar com educação em 1972, logo  após o fim da ditadura. Toda a história será contada na edição do Jornal Data X e aqui mesmo no portal DX, na próxima terça-feira (17), mas eu me senti no dever de antecipar um pouco a história como forma de homenagem a todos os professores pelos seu dia.

 A grande lição

Dentre tudo o que ouvi da professora Irma e do hoje mestre, mas eterno aluno Vilmar Pereira, o que mais me tocou foi entender como era a relação família/escola e sociedade/professor, na época. A professora contou emocionada, que por onde passava na época, os homens tiravam o chapéu em sinal de respeito. Os alunos respeitavam a professora como uma mãe. Dona Irma cheia de orgulho, diz que a turma de alunos parecia uma família. Cheguei a conclusão de que não temos problema na educação nos dias atuais, temos problemas nas famílias e na sociedade. O problema é a forma que as famílias estão preparando os filhos para ingressarem na escola. O problema é forma como a sociedade trata o professor, como se fosse um simples servidor público e não é, é muito mais do que isso. As famílias que seguramente eram menos instruídas na época do que são hoje, sabiam a importância que tinha um professor, tanto que lhe tiravam o chapéu, hoje não se vê mais isso e talvez por isso a sociedade caminha para o caos cultural.