Temer e Aécio - Trabalho Escravo - Êxodo Rural

Por Portal DX 20/10/2017 - 14:39 hs

Temer e Aécio
É lamentável presenciarmos o desenrolar das investigações e ver que os grandes “tubarões” da política nacional vão conseguir sair ilesos do processo. O fato do presidente Michel Temer salvar o mandato do Aécio e este por sua vez contribuir para que a denúncia contra o presidente andar para frente, mostra o quão vergonhoso são nossos representantes.

Na Alesc
Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Alesc, o deputado chapecoense, Cesar Valduga (PCdoB), criticou a negociata entre os pemedebistas e tucanos. Valduga disse que em troca de barrar a investigação, Temer negociou com a bancada ruralista a extinção das políticas de enfrentamento ao trabalho escravo ou análogo à escravidão.

Trabalho escravo
Segundo o deputado, somente em 2017, 250 empresas se utilizaram do tipo de mão de obra (análogo à escravidão). O mesmo parlamentar é autor de um projeto de lei que prevê a cassação da inscrição de empresas catarinenses que façam uso de trabalho escravo no cadastro do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Êxodo Rural
Você sabia que em cinco décadas o percentual de pessoas que moram no meio rural reduziu de 77% para 16%? Para se ter uma ideia dos 5,2 milhões de habitantes de Santa Catarina apenas 1 milhão vivem no meio rural, destes apenas 15% são jovens, aproximadamente 160 mil jovens na idade entre 20 a 29 anos.

Êxodo Rural II
O deputado José Milton Scheffer (PP) durante Seminário Estadual do Jovem Rural, realizado na em Chapecó disse que para assegurar a permanência dos jovens no meio rural e a sobrevivência do modelo de pequena propriedade, é preciso garantir formação, tecnologia, ferramentas de gestão e acesso ao crédito. Ele disse ainda que os avanços tecnológicos, a sanidade animal e a produção de alimentos saudáveis têm possibilitado a agregação de valor aos produtos.

Sindicatos
O percentual de trabalhadores sindicalizados vem caindo nos últimos anos em Santa Catarina, seguindo um padrão nacional. Entre 2012 e 2016, esse número diminuiu de 17,5% para 14,2% dos trabalhadores, o que representa 118 mil associados a menos num intervalo de quatro anos. Ainda assim, o Estado possui uma média de sindicalização maior que o resto do país, que era de 12,1% no ano passado. Os dados constam na PNAD Contínua, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta nesta semana.

Números
Em 2012, o total de trabalhadores sindicalizados em Santa Catarina era de 811 mil. Quatro anos depois, esse número passou para 693 mil. Em nível nacional, a queda percentual foi menor que no Estado, passando de 13,6% para 12,1%. Em números absolutos, isso significa um milhão de sindicalizados a menos (de 17,9 milhões para 16,9 milhões). 

 

Autônomos
Por outro lado, houve um crescimento considerável (10,4%) no número daqueles que trabalhavam por conta própria ou que eram empregadores no Estado. O salto foi de 90 mil pessoas, passando de 868 mil para 958 mil entre 2012 e 2016.  Em todo o Brasil, esse aumento foi ainda maior (11,6%), passando de 24 milhões para 26,4 milhões.