Saiba o que está sendo debatido na Assembleia Legislativa de Santa Catarina

Por Portal DX 12/04/2018 - 09:24 hs

Cerveja nos estádios
O deputado Rodrigo Minotto (PDT) ressaltou o sucesso do campeonato catarinense de futebol, edição de 2018, e comemorou a volta da cerveja aos estádios.

“Foram 90 jogos, 18 rodadas, 237 mil ingressos vendidos, os jogos ocorreram sem violência, contrariando aqueles que apregoavam que a venda de cerveja ia aumentar a violência no futebol. A venda deu prestígio à produção de cerveja artesanal, então a nossa lei mostrou-se acertada e contribuiu para aumentar a renda dos clubes e levar mais torcedores aos estádios”, declarou Minotto, que parabenizou o Figueirense pela conquista.

Floripa, a pior cidade para se dirigir
Kennedy Nunes (PSD) repercutiu matéria da revista Exame com ranking das piores cidades para dirigir no Brasil, elaborado pelo aplicativo Waze. “O Waze liberou o ranking com as piores cidades para dirigir no Brasil e a pior cidade para dirigir é Florianópolis, seguida de Manaus, João Pessoa, Belém e Vitória”, contou Kennedy, que ponderou a dificuldade para dirigir na capital dos catarinenses.

Votação de projetos cancelada
Parece piada, mas não é. Por falta de quórum, a votação de projetos de lei programada para a sessão desta quarta foi cancelada. O 1º vice-presidente da Alesc, deputado Silvio Dreveck (PP), que presidia a sessão, afirmou que só realizaria a votação se houvesse 21 deputados em plenário. Após verificação de quórum, 13 parlamentares confirmaram presença. "Não posso abrir mão do que estabelece o nosso regimento interno", justificou Dreveck.

A falta de quórum recebeu fortes críticas do deputado Kennedy Nunes (PSD). Ele classificou a situação como vergonhosa e destacou que ela tem se repetido nas últimas sessões. "Os líderes das bancadas precisam colocar ordem nisso. Até nos horários dos partidos, as sessões têm sido suspensas por falta de oradores", disse.

Dinheiro para os hospitais filantrópicos
Antonio Aguiar (PSD) reiterou que defende que os recursos oriundos das sobras dos poderes permaneçam fora do cálculo do percentual constitucional destinado à saúde.

“Tivemos a ideia de apresentar uma proposta de emenda constitucional para disciplinar as sobras dos poderes, mas foi desviada, vilipendiada, transformada em outra coisa. Era para os hospitais filantrópicos, que são eles que atendem a grande parte dos atendimentos do interior, mas houve uma mudança e o governo pegou o dinheiro e jogou no seu caixa. Agora queremos que a ajuda aos hospitais fique fora do percentual da Secretaria da Saúde”, insistiu Aguiar.

O deputado também ressaltou o aumento paulatino dos percentuais destinados à saúde, de 12% para 15% até 2019 e cobrou equidade na distribuição dos recursos da SES.

“Santa Catarina quer o aumento de 3% na Saúde, mas a saúde não pode ser só em Florianópolis, hoje 70% do orçamento é aplicado aqui em Florianópolis”, registrou Aguiar.

Missa x bordel
Ana Paula Lima (PT) comparou a missa celebrada pelo bispo de Blumenau, dom Angélico Bernardino, em homenagem à ex-primeira dama Marisa Letícia, à festa promovida por um empresário de São Paulo, proprietário de bordeis.

“A gente vê dom Angélico em cima de um caminhão presidindo um ato ecumênico em memória de dona Marisa Letícia, enquanto isso um cafetão de luxo, no meio da rua, promoveu uma orgia”, denunciou Ana Paula, que ironizou a exposição de fotos do juiz Sérgio Moro e da ministra Carmen Lúcia no lupanar. “A ministra com uma cara de santa prostrada em um prostíbulo e ela não disse nada”, disparou Ana Paula.

Trabalho para pessoas com transtornos mentais
César Valduga (PCdoB) revelou que protocolou projeto de lei instituindo a política estadual de reintegração, habilitação e reinserção no mercado de trabalho de pessoas com transtornos mentais.

“É um projeto de lei que foi construído junto com os trabalhadores da saúde mental, estudantes, familiares e usuários do sistema, queremos incorporar essa parcela da população ao sistema produtivo, com a contratação regular e seletiva nos termos da lei trabalhista”, argumentou Valduga, que pediu apoio dos colegas para uma tramitação rápida.