Francismar Martins: Cordilheira Alta e o Império do Medo

Francismar Martins: Cordilheira Alta e o Império do Medo

Por Portal DX 25/04/2018 - 15:22 hs

Cordilheira Alta
Quem não reside em Cordilheira Alta, ao visitar o pequeno município, acha que o município é um mar de rosas. As ruas podem ser tranquilas e limpas e o povo ordeiro, mas será que tudo é perfeito em Cordilheira Alta? Como morador do município, esporadicamente, questiono algumas ações do governo, e logicamente, sou apoiado por alguns e criticado por outros? Mas por que será que ninguém mais além de mim expõe os problemas do município? Será medo ou falta de vontade de ser um cidadão ativo na sociedade?

Críticas
Muitas vezes sou mal interpretado por expor a minha opinião. Muitos me rotulam como um opositor ao governo atual, mas é mero engano. Sempre fui um apoiador para que houvesse o consenso da chapa única, mas não é porque eu acreditava na grande aliança dos partidos é que preciso me calar quando eu ver algo que pode ser uma irregularidade. Ciente das consequências, dou a minha cara para bater, mas não me calo diante de algumas situações.

Pisando em ovos
A sensação que tenho é que muitas pessoas gostariam de abrir o peito e expressar sua opinião, mas a maioria delas estão “pisando em ovos”. Baixam suas cabeças em virtude de uma dependência econômica e política. Estão presos a aquela “meia dúzia” que manda e só lhes restam obedecer. Este cenário não é recente, já é tradicional no município, muitos vivem numa falsa impressão de que tudo está certo e questionar algo seria muito inapropriado.

Falta discussão
Quem deveria levantar discussões, questionar ações, fiscalizar o governo, alguns vereadores, por exemplo, fazem um trabalho superficial baseado nos papeis que lhes chegam nos dias das sessões. Pouca participação, pouco debate e assim vão passar os quatro anos votando sim para tudo que lhes chegar a mesa. Questionar para que? Para ter uma sessão legislativa prolongada?

Império do medo
Vivemos no império do medo! Uma meia dúzia faz suas manobras e arranjos de acordo com o jogo de interesses e se alguém se opor deve ser imediatamente reprimido.  Com interesses pessoais acima do coletivo, muitos gestores públicos não conseguem aceitar críticas porque vivem na falsa ilusão de que tudo está ocorrendo de forma satisfatória. Não conseguem sair de sua zona de conforto e ver in loco como está a aceitação das ações públicas. Outros, que deveriam ouvir a voz das ruas, tapam os ouvidos, porque acreditam que a forma que estão fazendo é a mais adequada. Agem desta forma porque sabem que tudo está sob controle, especialmente a opinião pública.