Postado em 11 de Janeiro às 11h29

Advogado diz que João de Deus se sente injustiçado por seguir preso e está debilitado: ‘Farrapo humano’

Defesa do médium afirma que ele reagiu com tristeza à notícia do julgamento de seu habeas corpus ter sido suspenso. Ele foi denunciado por crimes sexuais e está preso há 26 dias em Aparecida de Goiânia.

Abadiania - O advogado de João de Deus, preso há 26 dias acusado por crimes sexuais durante tratamentos espirituais, afirmou que o médium se sente injustiçado por continuar preso e está debilitado, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Alberto Toron disse nesta sexta-feira (11), que o cliente está um “farrapo humano”.


“Ele está debilitado. Reagiu à notícia com tristeza. Apoia-se na sua infinita fé e se sente injustiçado. Agora está andando com uma bengala improvisada, fala para dentro e muito baixo. Cabeça baixa, barba por fazer, cabelo despenteado. Um farrapo humano”, afirmou o advogado.


Alberto Toron disse que esteve com o médium na quinta-feira (10), após o julgamento do habeas corpus dele ter sido suspenso no Tribunal de Justiça de Goiás. Isso ocorreu porque um dos desembargadores pediu mais tempo para analisar o caso. João de Deus está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, desde o último dia 16 de dezembro.


Julgamento do habeas corpus
A 1ª Câmara Criminal começou a julgar o habeas corpus de João de Deus na quinta-feira. O Ministério Público emitiu um parecer contrário ao habeas corpus. O relator do processo, Nicomedes Domingos Borges, acompanhou a posição do órgão e votou contra a liberdade do médium. Outros três desembargadores seguiram a mesma posição do relator.


Porém, o último desembargador, Sival Guerra Pires, pediu vistas do processo para que ele tivesse mais tempo para analisar o caso. Com isso, o julgamento fica suspenso por tempo indeterminado. Assim, o médium seguirá preso em Aparecida de Goiânia.


O advogado do médium, Alberto Toron, disse que sustenta dois argumentos para pedir o habeas corpus. "Primeiro é os fundamentos da prisão não a justificam. Não houve ameaça a vítimas, até porque elas não foram identificadas. E, em segundo lugar, não houve movimentação financeiras das contas", disse. Além disso, reforça que existem outras alternativas ao encarceramento, como a prisão domiciliar.

(fonte: G1)

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