Postado em 26 de Fevereiro de 2019 às 14h04

Comunidade lota júri do acusado de matar três irmãs em Cunha Porã

O júri popular de Jackson Felipe Lahr iniciou na manhã desta terça-feira, 26, por volta de 8h30 no auditório da Sicoob, em Cunha Porã.

Cunha Porã - O júri popular de Jackson Felipe Lahr iniciou na manhã desta terça-feira, 26, por volta de 8h30 no auditório da Sicoob, em Cunha Porã. As atividades iniciaram com sorteio dos sete jurados que decidirão o futuro do réu. A programação segue com oitiva das testemunhas, depoimento de Lahr e explanações da acusação e da defesa. A sentença deve ser proferida na noite desta terça-feira, quando encerrar o julgamento.

A defesa do acusado solicitou mudança de local para o julgamento, contudo, uma decisão do Tribunal de Justiça determinou a permanência do júri em Cunha Porã. O acesso ao público, em razão do espaço físico e da segurança de todos os envolvidos, foi limitado pela organização da comarca. Mesmo assim, todos os 100 lugares foram ocupados e algumas pessoas aguardam do lado de fora.

A segurança no local foi reforçada com 18 policiais cedidos pelo Ministério Público, Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça, Polícia Militar e Departamento de Administração Prisional. Os advogados de defesa são Heronflin Angelo Dallalibera e Adilson Luiz Raimondi. Na acusação estão os promotores de justiça Gustavo Teixeira e Juliana Andréia Bertoldo. A sessão está sendo conduzida pela juíza substituta da Vara Única da comarca de Cunha Porã, Janaína Alexandre Linsmeyer Berbigier.

Relembre o caso
No dia 27 de fevereiro de 2017, Lahr arrombou a porta da casa onde estava a família reunida, na linha Sabiazinho, interior de Cunha Porã. Com 19 facadas, ele assassinou a ex-cunhada Juliane Horbach, 23 anos, por ela ser contrária ao relacionamento do réu com a irmã dela Rafaela Horbach, 15 anos, também morta a facadas. Fabiane Horbach, 12 anos, estava na casa com as irmãs e foi assassinada com sete golpes de faca. O marido de Juliane, Gilvane Meyer, teve 17 perfurações. Os pulmões e o estômago foram perfurados. Ele fingiu a própria morte. Assim conseguiu pedir ajuda ao vizinho. Lahr não concordava com o fim do relacionamento que manteve com Rafaela, por 11 meses, com quem teve um filho.

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