Postado em 11 de Março às 10h05

Em livro, deputada Ana Campagnolo apresenta contraponto ao feminismo

Na obra, a parlamentar – que é historiadora e professora – revê a trajetória do feminismo, confrontando as alegadas motivações e supostas conquistas do movimento com suas reais consequências na história cultural do Ocidente e, em especial.

Florianópolis - A deputada estadual Ana Campagnolo (PSL) lançou,  na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o livro “Feminismo: Perversão e Subversão”. Na obra, a parlamentar – que é historiadora e professora – revê a trajetória do feminismo, confrontando as alegadas motivações e supostas conquistas do movimento com suas reais consequências na história cultural do Ocidente e, em especial, do Brasil.

Este é o primeiro livro da parlamentar de 28 anos. Segundo ela, a ideia é apresentar, pela primeira vez no Brasil, um contraponto à abordagem feminista, a maneira feminista de traduzir a história das mulheres. “Acredito que o movimento coloca as mulheres como oprimidas, vítimas, o sexo em desvantagem ao sexo masculino”, afirmou a deputada.

Para Ana, a desigualdade entre homens e mulheres não significa necessariamente posição de vantagem ou desvantagem. “O livro tenta demonstrar que as mulheres são o sexo privilegiado, histórica e socialmente, desmentindo várias falácias feministas.”

A deputada lista o que considera como falácias entre pontos e visões tradicionais do movimento feminista, como opressão das mulheres pelos homens; mulheres como maiores vítimas da violência, inclusive a doméstica; diferenças entre homens e mulheres serem basicamente culturais; direitos civis – como o voto e o trabalho – conquistados graças ao movimento feminista; e, por fim, que homens ganham mais do que as mulheres.

“A ideia é pegar os principais pontos, as principais falácias, e desconstruí-las através de dados históricos, de índices, de pesquisas do IBGE. Por exemplo, as mulheres são as maiores pensionistas do Brasil, elas se aposentam antes. Apresentar como que o sexo feminino é privilegiado, não oprimido, vilipendiado, e mostrar um novo lado da mulher, um lado positivo.”

Ela pretende que o livro seja “o primeiro respiro de uma reação a um movimento que é hegemônico”. “No Brasil, o movimento feminista é hegemônico. Parece que todo mundo é obrigado a ser feminista. Se não é feminista, então bate em mulher. É um absurdo isso!”.

Sobre a autora
Graduada em História, pós-graduada em literatura portuguesa e professora da rede pública e privada desde 2009, Ana Campagnolo está em seu primeiro mandato na Alesc. Em outubro do ano passado, foi eleita deputada estadual com mais de 34 mil votos. É aluna do filósofo e professor Olavo de Carvalho há quase uma década, palestrante e militante da causa pró-vida e do movimento Escola Sem Partido.

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