Postado em 16 de Janeiro às 14h45

Governador barra retroatividade do aumento do salário do Ministério Público

O projeto aprovado na Assembleia Legislativa previa o acréscimo de 1,56% no salário do quadro de pessoal com efeitos a contar a partir de 1º de junho de 2018.

Florianópolis - O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) vetou a retroatividade do aumento do salário dos servidores do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O projeto aprovado na Assembleia Legislativa previa o acréscimo de 1,56% no salário do quadro de pessoal com efeitos a contar a partir de 1º de junho de 2018. No entanto, com o veto de Moisés, o novo valor passa a ser acrescido no pagamento em 45 dias depois da publicação no Diário Oficial, ocorrida nesta quarta-feira. O restante do texto foi sancionado.

Segundo a justificativa do veto, a retroatividade "viola a proibição contida na Lei de Diretrizes Orçamentárias, incidindo em vício de legalidade e contrariando, por consequência, o interesse público". Ao mesmo tempo, a Diretoria de Tesouro Estadual da Secretaria da Fazenda emitiu um parecer também contrário ao pagamento com base em junho de 2018.

O órgão alerta que Santa Catarina, para usufruir da redução extraordinária de parcelas da dívida para com a União, bem como ampliação de prazo, assumiu a compromisso de limitar as suas despesas correntes primárias em 2018 e 2019 à variação do IPCA. "No caso do descumprimento, a solvência do Estado ficará severamente comprometida em razão da supressão dos efeitos financeiros benéficos sobre a dívida junto à União", escreveu a Diretoria.

Além disso, o texto também lembra que o MPSC ultrapassou o limite de despesas em aproximadamente R$ 30 milhões: "A aprovação da medida viria a ampliar ainda mais as despesas correntes da referida instituição, sendo que é inviável de esperar que o Poder Executivo compense essa diferença, tendo em vista que, por determinação da Constituição do Estado, vem tendo que alocar recursos adicionais à saúde (1% a mais da recente corrente líquida).

(fonte: Ânderson Silva/NSC)

Veja também

Nada ilícito, apenas um "descuido formal", diz Moro, sobre vazamento de conversas14/06 foto: Arquivo Agência Brasil O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse hoje (14) que pode ter cometido um "descuido formal" ao trocar mensagens com membros da Força-Tarefa Lava Jato por meio de um aplicativo de mensagens. "Eu não cometi nenhum ilícito. Estou absolutamente tranquilo em relação a todos os atos......

Voltar para Política